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Wednesday, September 13, 2006

(PAI) DEUS É GRANDE NO TEU BOLSO






JÁ QUE OS TEUS PASSOS NÃO SÃO OS MEUS
OS VENTOS MUDAM COM TEMPO
SONHAM VER UM DIA A LUZ
E A FORÇA IMENSA NO TEUS OLHOS
CONSTRUIU O NINHO DO MEU FICAR
O QUERER PERDER DE TI UM POUCO
ENTRE A VONTADE DE ME VER EM SONHOS
LEVASTE EM NOITES QUE ERAM TUAS
HORAS PERDIDAS E AMBIÇÕES DESFEITAS
O QUE ANTES DE MIM QUERIAS, NÃO VOLTA
AGORA QUERO, E NO DESABROCHAR DA VIDA
PARA TODA A VIDA MESMO SEM TE O FALAR
ENTREGO-TE A TI ESTE MEU TOM BAIXINHO
SENTE QUE DENTRO DESTE QUE CAMINHA O TEU SOPRO EXISTE
SOBRE O PESO DO MEU ANDAR
O TEMPO URGE PAI
A VIDA PASSA
MARES DE SILENCIO
ARVORES SÓS
IDEAIS ESCONDIDOS NA AUSENCIA DA PALABRA
SÓ O PEDIR ESQUECE O QUE DE FACTO TENS REALMENTE PARA MIM
DE TI PARA MIM DE TI POR MIM
O DISFARÇAR É DISTANTE E MAGRO PARA O
QUANTO DE PERTO ME TENS NO CORAÇÃO
URGE A VONTADE DE TE FAZER LEMBRAR
ESTA CONVICÇÃO DE QUE TE LEIO BEM NO TEU CALAR
O RESPEITO QUE TENHO PELO TEU TEMPO EM MIM
PISASTE MERDA PARA EU NÃO ME CAGAR
ATÉ NO SUJAR DA MINHA VERGONHA TE FIZESTE POR MIM ENVERGONHAR
ISSO É FORÇA DE QUEM DESCONHEÇE O NÃO AMAR
A MENSASGEM É POUCA PARA O KILOMETRO DE SENTIR
PERDOA AQUILO QUE NÃO TE DIREI
E ESTE POETA QUE ASSIM SE AFIRMA
SEM MENTIR NA FORÇA DE FORÇADA RIMA
SOBE AO MONTE PARA GRITAR
O HOMEM QUE HABITA AS PAREDES DE MIM
ALBERGA DE PESSOA TANTO COMO DE IMENSO PAI!!

Monday, September 11, 2006

AMO -TE

Amas-me?
Sim, se me amas ou não?
Se te vejo nua e te dou sorrisos de ternura
Amas-me?
Se te atiro para a cama com o bafo de brisas de maresia
Amas-me?
Se te perturbo nas horas sós com esperanças artificiais
Amas-me?
Se te atiro com mil pedaços de verdades cruas
Amas-me?
Amarme-ás se te retirar todos os dias o bocadinho de que preciso
Se te impor silencio para ouvires o que não escutas
Se me esquecer que tambem dormes e descansas sobre um sonho que não o meu
Amas-me? Amarme-ás? Amaste-me
Ou permites que me ames assim na escuridão da minha presença quando estou e não estou ?
Que vento te trouxe palavras feitas de pensar que sonho com elas?
Que dobra de avental te ficaria bem ?
O sonho vota neutro
O mundo ora mudo
O tempo apaga todos os exemplos escritos em folhas de agua...
Descubro que fujo de ser um sentimento pobre de amor e sonho cor de bem
Sinto que de sonhos vivem os mortos
A vida perde-se enquanto a flor raclama atenção
O mundo chora a arrogancia dos seus filhos perdidos no vento dos objectos rectos
Não fujo
Não fugirei
Não empalidecerei por uma verdade que me quer resgatar
Sinto que agora amo como nunca amei
Sinto que na afirmação de meus desejos cabes me tu em pequenas particulas
Solidão
Solidão em momentos de comunhão para que o silencio reclame o que as velas representam
E deixem as toalhas vermelhas e os talheres dourados
Morrem devagarinho em grupo
Não quero amar
Não quero amar somente com beijos
Não quero desistir de te magoar com a mais quente lamina do meu punhal
Quero, em bailes mascarados de erotismo dizer te que o sonho morreu
Que o cavalo nasceu
Que o mundo bebeu e caiu extasiado ao som do violino
Enquanto nos assassinavamos violentamente em rituais diabolicos
Labios nos seios
Seios no chão de pedra amarela
Perdidos deste inferno sem chamas
Atirados para o centro nuclear da vida crua
Bela
Um quadro desesperado
Um momento violado
Um silencio e um grito devorado em prazeres obscenos de minha alma.

Telmo Coelho